Trastejando

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior.

Violão Dreadnought: Fender CD-60CE – “Marvin”

Escrito em 24/02/2014 | 20 comentários

Oi. E aí, tudo bem com você? Tá sumido, hein… Parece que é só eu desaparecer durante um mês e tanto sem dar notícia, e todo mundo rapidamente se esquece de mim… Eu andei ocupado, tão sabendo? To passando por um período complicado, e to sob um stress violentíssimo que nem te conto. Num conto mesmo, haha, não vem ao caso. Mas posso dizer que como meu site num tem propaganda do Ad Words (e é um dos motivos dele ser tão lindo!), então preciso fazer um monte de bicos pra pagar o Baconzitos do meu pimpolho… Mas então todos aqueles milhares de fãs que eu suei tanto pra conseguir, todos já esqueceram das minhas opiniões trastejantes e dramáticas. Só ficou eu e talvez você, querido leitor improvável!

E então, por um dever para comigo mesmo e com o leitor improvável (thanks for coming!), eu tenho uma saga pra concluir. No capítulo anterior, eu cheguei bem perto de comprar um lindo e bacaninha violão jumbo, de segunda mão e pela bagatela de 700 dilmas. Mas não rolou. O vendedor me deu bolo. Não deu bolo de verdade, mas desmarcou. Eu desesperado pra vencer meu remorso de ter vendido um violão, e o cara desmarcou. Fiquei um pouquinho triste.

Poquim TristeEntão depois de refletir um pouco resolvi dar uma volta, e dar uma nova passadinha rápida nas mesmas lojas… De repente eu podia ter perdido alguma coisa, sei lá… Saí na hora do almoço e fui, meio descrente, dar uma nova olhada por alto nas lojas da Rua da Carioca.

Entrei na primeira, vi os mesmos violões que já não eram interessantes… Me detive um tempo ali, ouvindo um talentoso desconhecido testando uma caixa de guitarra da Orange — me pareceu a princípio um bom custo/benefício, uma caixa solid-state no mesmo nível de pesos-pesados como os equivalentes da Marshall e da Fender, por exemplo, com mais ou menos 30% de desconto do preço dos rivais do mesmo nível. A bichinha fala muito bem, e o camarada estava brincando entre o jazz e o blues… Eu só voltei a minha busca depois que ele largou a guitarra, tava muito legal.

Mas, falando em Fender, parei o olho num violão que eu não tinha testado. Ele estava até numa posição de destaque relativo no interior da loja, bem na frente de tudo, no meio do mostruário.

Talvez eu não tivesse nem olhado pra ele quando estive ali antes por causa do formato (é um folk-padrão, um dreadnought, e eu estava procurando mesmo um jumbo), ou talvez eu simplesmente não tivesse visto mesmo. Mas ele estava ali ao alcance da mão; e eu não pude evitar de pedir pra testar. Depois pedi pra testar outro do estoque. Aliás, antes de dizer qualquer outra coisa…

Dica de consumidor #2: Se você está comprando um instrumento musical, sempre, SEMPRE peça pra testar outro do mesmo modelo que venha do estoque. Se você não faz isso, é grande a chance de que você teste o do mostruário e leve o do estoque fechadinho — e eles podem soar e se comportar bem diferente, seja melhor ou pior. Se você testa um do estoque além do que está à mão no mostruário, no mínimo você pode ver se o violão que vai pra sua casa é mais bonito que a versão arranhada da loja e pode sentir a diferença de como ele irá soar com cordas novas além das usadas do mostruário. Além disso, você pode descobrir que a versão do estoque não está tão bem regulada ou macia, ou até que o do estoque está muito melhor do que o do mostruário. E se você estiver confiante o suficiente, NÃO TENHA MEDO de levar o do mostruário (depois de testar dois ou três idênticos) — ele pode muito bem ter sido escolhido pra estar ali por ser o que mais vai chamar a sua atenção.

E eu dizia que não pude evitar de testar o violão… Vamos ao que interessa então…

 

cd60 full

Fender CD-60CE

Sax de Ouro, na Rua da Carioca — R$1.350,00

Já falei um pouco de Fender por aqui, mas não o suficiente. Ainda vou falar. Resumidamente: eles são pioneiros em guitarras elétricas de corpo sólido (leia o que escrevi sobre a Telecaster). Antes disso, já eram uma empresa respeitada de amplificadores pra guitarras elétricas, e continuam sendo uma das maiores nesse ramo. Os caras (até onde sei) INVENTARAM o contrabaixo elétrico com o Fender Precision Bass. E mesmo depois do sucesso da Telecaster, eles criaram a guitarra mais popular do mundo, a Fender Stratocaster (ainda vou falar bastante dela; mas por enquanto, pense na guitarra do Eric Clapton, do John Mayer, do Mark Knopfler, do Jimi Hendrix, do Stevie Ray Vaughan, do Buddy Holly… Ou melhor, só pense numa “guitarra genérica” que eu vou usar minha vidência trastejante: ela é preta e branca, tem dois chifrinhos arredondados sendo um maior que o outro… Prazer, essa é a stratocaster!).

Clapton e Blackie

Eric Clapton em 78, com sua guitarra preferida e mais famosa, a “Blackie” – uma Fender Stratocaster 1956/57

Pois é. Os caras são bem grandes. Em instrumentos elétricos. Sólidos. A Fender não é famosa por seus violões. Talvez exista um ou outro modelo historicamente relevante, mas não consigo me lembrar de nenhum. Eu sei que a Fender teve uma boa sub-marca famosa de violões, a Guild. A própria Kaman Music (dos violões Ovation roundback, lembra?) é propriedade deles. Mas parece que os violões sob a marca da própria Fender não usam o know-how das suas subsidiárias. Na verdade, desde que comecei a pesquisar sobre violões pra comprar (há anos atrás, quando comecei a pensar em ter um jumbo), os violões da Fender não tinham uma reputação que condizia com a marca em si — li muitas reclamações sobre instrumentos ruins, frágeis e de regulagem difícil, com braços tortos e até vindos de fábrica com rachaduras em áreas críticas como na junção do braço. Mas nunca tinha visto um de perto e fiquei curioso…

 Action: 5/5

cd60 body backQuando coloquei ele no colo, a primeira sensação é familiar: ele não tem todo aquele conforto dos jumbos. Natural, ele NÃO é um jumbo. Mas ele é “menos quadrado” do que a maioria dos folks; na verdade ele até assentou muito bem. Apesar de lindo pra um iniciante, os detalhes não me impressionaram de primeira — braço e corpo em verniz lustroso (ou gloss, como dizem) e trastes finos. Explico:

  • O gloss pode ser lindão, mas o acabamento encerado (pra mim ao menos) dá muito mais agilidade pra tocar. E tenho uma impressão de que ele é mais fino, e por isso sela menos a madeira e “atrapalharia menos” a vibração acústica. É só um palpite, posso estar redondamente enganado. Mas meu diploma de bacharel em opinião não me deixa evitar de ter achismos.
  • O consenso geral (luthiers e músicos, vários) diz que o ideal pra instrumentos de braço com escala são trastes mais grossos (chamados trastes-jumbo), que ajudam a prender a corda com os dedos mais facilmente e dão uma afinação mais estável pra tocar, ou seja, são simplesmente melhores e mais confortáveis. A maioria dos instrumentos bacanas vem com trastes médio-jumbo; esses são simplesmente “finos”.

Mas, apesar de tudo indicar contra, o braço me impressionou. E muito. Talvez ele tenha sido regulado por alguém pra causar boa impressão, mas o fato é que ele estava perfeito: macio na medida, sem trastejar em nenhum ponto, estável e afinadinho. Passou uma sensação boa que nenhum dos anteriores tinha me passado — de fato, me remeteu ao MELHOR violão de cordas de aço que já testei, um Taylor 214 do meu guru Aloysio. Então não tem jeito: 5 estrelinhas douradas pra ele.

Timbre Acústico: 5/5

Foi só abrir um acorde de sol maior. Cara, está tudo lá. Graves, médios e agudos. Como pedia o Tim Maia. Não tenho o que falar — Foi, de longe, o MELHOR timbre que eu já ouvi nessa faixa de preço. De novo, me remeteu ao Taylor. Com certeza eu devo estar exagerando, minha memória tá me pregando uma peça. Mas de tudo o que analisei nesse violão, isso foi o que MAIS me impressionou.

Volume Acústico: 5/5

Como no anterior: está tudo lá. Ele fala ALTO. Como eu esperava que os jumbos falassem e não falaram. Não preciso forçar muito pra ele me dar presença, e se forço ele excede — perfeito. Dá um banho em todos os outros que testei. Já deu pra perceber que estou me apaixonando, né?

Captação: 4/5

Fishman Isys FenderA captação é “profissional padrão”: um piezo de rastilho com um pré ativo da Fishman. Adorei o design do pré-amp — completinho com controle de volume, graves, médios e agudos e um afinador eletrônico embutido; e o mais legal é que à primeira vista parece muito pequeno e simples demais. E é exatamente isso, mas de uma maneira boa: fica tudo próximo e o acesso a todas as funções é muito fácil. O som é bem natural; só não ganha de um sistema de transducers, mas a Fishman é muito boa nesse negócio de captadores de rastilho. Curti muito.

O jack é separado do pino para a correia, o que hoje em dia é meio fora de moda. Mas eu acho isso ótimo, porque aquele tipo de “jack-pino”, padrão atual, é chato de consertar e trocar no caso de um defeito. Esse jack fica numa estrutura à parte, que também comporta a bateria do sistema de pré-amplificador — outro acerto na minha opinião; odeio aqueles sistemas em que a bateria fica escondida do lado ou até dentro do equalizador e dá um trabalhão pra trocar.
cd60 - bodyNoves fora zero, eu daria 5 estrelas pro conjunto da obra e pro resultado de acordo com a faixa de preço. A captação é MUITO BOA e todo o sistema é bem pensado. Mas só de sacanagem (e pra não dizer que ele é perfeito em tudo — mas é quase até agora), vou dar 4 estrelas só porque a fidelidade do som não chega à perfeição de uma captação como a da K&K Sound (que equipa os violões top da Taylor), e porque o pré-amp podia ser ainda mais completo: na verdade, pesquisando depois eu vi algumas versões do CD60 com uma opção de phase shifter na parte do jack, que pra simplificar é um controle que ajuda a reduzir microfonias. Então pronto; pros preciosistas, essa captação não é perfeita. 4 estrelinhas, mas de platina.

Preço: R$1350 a R$1400 – 5/5

E vem a cereja do bolo. Se o violão simplesmente custasse R$1350,00, eu daria 4 estrelas porque está na faixa de preço da maioria (entre R$1000 e R$1500) mas é um violão bem superior a todos os que testei. Mas ele vem com um CASE DE MADEIRA! Só um desse tipo custa em torno de R$300 a R$350. Ok, o case em si não é ultra resistente como seria um da Gator e tal, e achei o acabamento meio frágil. Mas ele dá conta do recado, é bonito, bem acolchoado por dentro e tem aquele logo classudo da Fender na lateral. E ele vem com o violão! Fala sério!!!

cd60 e caseComo eu disse antes, testei bastante o do mostruário e depois testei outro do estoque, que me causou basicamente a mesma impressão — mais um ponto positivo, imagino q a maioria dos violões desse modelo devem ter esse mesmo padrão. Mas na hora de escolher, fiquei com o do mostruário; ele me pareceu um pouco mais confortável, mas a decisão foi principalmente pela estética: o modelo do estoque tinha uma cor mais amarelada, mais “madeira de pinho”, q acho elegante pra um violão clássico mas não curto tanto para um folk. O da vitrine tinha um pinguinho de avermelhado, dava um tom mais madeira q me atraiu. Talvez fosse um detalhe, mas gostei daquele e naquela cor — pedi mais dois do estoque e nenhum tinha essa coloração. E então, sem mais delongas, trouxe essa belezura pra casa.

Eu não acredito em destino. Mas é engraçado quando as coisas, por uma improvável coincidência, simplesmente fazem sentido sozinhas — quando vendi meu violão anterior e comecei essa busca, tinha em mente q eu compraria um lindo violão jumbo sunburst (aquela cor de madeira queimada em degrade). Quando apareceu o Ibanez, era visualmente o q eu queria e achei até com preço irresistível. Mas dei uma sorte danada: por um furo do vendedor de um, encontrei outro q não era nada do que eu tinha planejado mas tinha tudo o q REALMENTE interessa. Finalmente encontrei o violão q fez valer a pena eu ter me desfeito do Ameixa. Minha busca terminou com sucesso.

E se você achou que isso é muito dramático pra falar “só de um violão”, você não deve ser um violeiro, e não faz ideia do que são os meus instrumentos pra mim. To muito feliz com o membro mais novo da minha família; eu te batizo Marvin, o puderoso folk maravilha! E aqui embaixo segue a primeira gravação q fiz com ele; depois posto os detalhes e o link pra download.

20 Comentários

  1. Sempre bom! Mas ainda acho que você deveria configurar o Soundcloud pra permitir download de todas suas músicas.

    • Brigado, mano. Vou fazer isso sim, boa idéia. Eu nem sabia que dava pra habilitar download no SoundCloud.

  2. Cara muito bom!,Descobri seu site só agora. Identifiquei-me contigo, sei muito bem o sacrifício que fazemos no Brasil para comprarmos nossos instrumentos ainda mais não sendo rico como é o nosso caso.
    Sucesso para ti!

  3. Muito bom, eu tenho o Epiphone EJ200 Ce. Gosto muito dele.
    Atualmente estou olhando com carinho para um Gretsch Rancher Jumbo, dá uma olhada neste e posta aí.

    • Cara, cacei muito esse violão na época que eu estava procurando o meu, se você leu meus posts sabe que eu curto “violão diferente”, e a boca desse já me conquistou só de olhar… Não achei pelas lojas do centro do rio na época, e as reviews da internet prometem muita coisa boa dele. É uma pena que aqui no Rio é muito difícil de chegar essas coisas. Se não é um “figurão” tipo um Martin ou Taylor, ou opções de custo/benefício já manjadas (como Ibanez e Epiphone, que hoje em dia por serem manjadas já não são mais tãããão bom custo-benefício assim no meu ver), nem adianta ter muita esperança…

      Mas se você estiver pelo Rio de Janeiro, souber onde tem um, me avisa que eu to babando pra ver um desse de perto já tem mais de 2 anos, rsrsrs… Valeu!

  4. Que saga rs… Estou vivendo algo semelhante hoje…. fiquei curioso pra testar esse Fender, Pena que na minha cidade não existem lojas com essas variedades para serem testadas

    Parabéns pelo blog.

    • Obrigado, camarada… Me diz, de onde teclas? A situação mudou muito de quando eu escrevi esse post, hoje o custo benefício desses instrumentos tá uma bosta graças à situação econômica nacional, se você tá procurando um violão hoje eu aconselho a caçar outras marcas, pq tá um absurdo comprar um Fender desse hoje em dia…
      A vida de nós violeiros antes já era ruim pra comprar instrumentos decentes, porque a indústria e a matéria prima nacional já tem muito tributo embutido e incentivo zero, então a melhor opção ainda era pagar o absurdo tributo do produto importado (60%), mais a conversão do dólar e mais o lucro do lojista pra conseguir ao menos instrumentos realmente BÁSICOS mas BEM-FEITOS (como são os Ibanez, os Yamaha…). Sorte maior de quem podia comprar FORA do Brasil.
      Mas agora, com o nosso real valendo quase nada em relação ao dólar, até as opções básicas são caras demais pra nós. Eu arrisco dizer que vale a pena se aventurar (ao menos no caso dos violões) em nacionais “feitos com capricho”… Se o seu negócio é violão, irmão, eu sugiro pesquisar hoje sobre os Eagle, Tagima e Rozzini, cace modelos acima dos “estudante” e veja se os preços ficam abaixo de nomes como Yamaha. E verifique chinas que já tem um tempo no mercado como a Strinberg, de repente você esbarra em um achado.
      Forte abraço, camarada!

      • Sou de Jaú no interior de São Paulo. Por incrível que pareça hoje meu violão principal é um Folk Strinberg. E mas agora estou em busca de um som mais encorpado com mais graves.

        Como disse, aqui na minha cidade as lojas não tem muitas variedades para serem testadas.. Eu sempre quis pegar um takamine coreano dos tops, mas hoje, um usado está em torno de R$ 3.000,00

        Por esse preço eu prefiro esperar um pouco mais e pegar um Taylor de entrada que vai custar cerca de 4500… 5000

        Enfim.. vou continuar a sua/nossa saga… e depois volto aqui para dizer qual foi a minha escolha!

        Abraços

        • Bom, se você consegue chegar num Taylor, recomendo esperar mesmo… Mesmo o mais básico deles fica dois degraus acima de muitos top-de-linha das outras marcas. Já toquei em três modelos “básicos”: um Baby sem elétrica, um 214 elétrico (não lembro o modelo exato) e um auditorium elétrico de cordas de nylon (não lembro o modelo). Todos eles excedem. Mesmo o baby é muito acima de qualquer (QUALQUER mesmo) outro folk que testei, tanto em termos de volume e timbre acústico quanto de “maciez”. Se você já pegou um, você sabe. São as Ferrari dos violões.
          Já falei de uns Takamine aqui, não sei se você chegou a ler. A gente tem que respeitar que eles tem tradição, e japonês é um bicho muito perfeccionista. Mas até hoje não encontrei um Takamine que excede como um Taylor — e não testei só esses das reviews que fiz não, já testei folk grande, folk pequeno, jumbos, mini jumbos, já toquei (a sério) inclusive num modelo Hirade, aqueles de boca oval que eram considerados os top clássicos da Takamine; e pra mim o caríssimo Hirade NÃO SUPEROU o meu velho Yamaha CG-130A coreano de 95 (que eu chamo de Jack, falei sobre ele num post)… Já toquei em muito Jasmine com captação desbalanceada, uma corda soando mais alta que a outra… Enfim, claro que eu tenho q testar mais modelos porque a marca não é conhecida por ser top à toa; mas até hoje, eu tenho que confessar que a impressão que ela me passa pelos instrumentos é tão boa quanto a Ibanez e a Yamaha, não mais do que elas… Aí não entendo ela sempre custar mais caro…
          Camarada, só uma última diquinha, vai que pode ser útil. Que tipo de jogo de corda você usa no seu Strinberg? A maioria da galera geralmente cai dentro do “Phosphor bronze”, que dá ótimos médios e tal. Mas pra puxar graves mais profundos e agudos mais brilhantes, eu iria de 8020, que é o tradicional mas não é muito procurado. Atenção para evitar o 8515 que é de uma liga inferior, soa como “corda velha”. E outra coisa: tensão mais alta soa melhor. A tensão mínima de violões de aço é .011, e os decentes são feitos pra aguentar .012 ou .013 sem reclamar. Uma boa regulagem num violão decente vai garantir que ele não fique muito duro mesmo com uma tensão mais alta. Meu padrão (que está nesse Fender inclusive) é D’Addario 8020 .011. Se você estiver acostumado a .010 phosphor bronze, eu recomendo experimentar, você vai sentir uma diferença sensível nos graves.

          Valeu o contato e boa sorte, camarada. Forte abraço!

          • Voltei!
            A sua dicas do encordoamento (8020 .011) acabou fazendo a diferença! Fiquei tão satisfeito com o meu som, que não comprei nenhum violão.

            Estava juntando grana pra pegar um Taylor e recentemente apareceu uma oportunidade: Um Takamine Eg320C (usado e chinês) acabei comprando pois consegui por um ótimo preço!

            Estou com ele a um mês, mas a primeira impressão, por incrível que pareça, é meu Strimberg está na frente desse Takamine…

            Provavelmente irei vender esse Takamine logo logo…..
            Abraços e obrigado pela ajuda!

  5. Parabéns pelo som do Frejat!

    A minha pergunta é: depois do entusiasmo da compra, você, hoje, ainda está feliz com o seu violão?

    Não deixe o site acabar, é muito bom ter blogs de música para acompanhar!

    Abraços

    • Obrigado, camarada…

      Infelizmente não to conseguindo mesmo voltar ao blog ainda… A vida não tá fácil pra ninguém… Inclusive isso também é motivo pra escrever, né? Eu to preparando uma volta, mas ainda não é agora… mas talvez em um mês ou dois, to fazendo força pra isso, vai ter música postada inclusive… torça por mim, rsrs…

      Mas respondendo: cara, to sim. Agora ele já passou por novos jogos de corda, muitas afinações. Acredito que o jogo original dele era .011 Bronze 8020. Com cordas velhas ele perdeu um pouco o brilho e volume, mas continuou bem tocável. Aí cheguei a testar um jogo de Phosphor Bronze, o som ficou médio demais pra mim, como eu imaginaria que ficaria, então voltei pro 8020 assim que deu. Ele voltou ao som original. Continua macio, continua soando alto e limpo. As tarraxas ficaram com uma folga pequena mas é coisa pequena mesmo, não atrapalha a afinação mantém tudo direito. O preamp continua com a bateria original, toquei pouco com ele ligado, mas usei bastante o afinador eletrônico embutido. Pra mim continua valendo mais do que eu paguei. Mas não sei se pagaria quase 3 mil nele (que é quanto está nas vitrines das lojas próximas de mim), pra isso na minha opinião ele teria que ter um sistema de captação mais detalhista do que um mero captador de rastilho.

      Camarada, muito obrigado pelo contato. Você nem imagina como é bom saber que ainda tem gente que passa por aqui. Grande abraço, se estiver precisando de ajuda, entre em contato, estamos aí.

      • É a vida não tá fácil pra ninguém mesmo não… Em outros tempos teria já comprado de cara e se arrependesse era fácil de “passar pra frente”!
        É que me apareceu um violão desses usado, e na minha cidade (barbacena) não tem nenhum para que eu possa testar… O que apareceu foi de uma loja em Curitiba ja qual ja comprei algumas coisas e apareceu esse fender usado.. E também tem um takamine g 320 ambos usados e bem conservados a $1000 dilmas…
        E não experimentei nenhum, e não consigo experimentar, por isso minha procura pelo melhor violão, principalmente dos dois… Depois que eu li seus comparativos eu tava decidido em pegar o fender sem pensar duas vezes…
        Mas aí você vai ouvindo e lendo varias coisas que chega a um momento que não consigo mais decidir e achar se é verdade ou não… Principalmente em algumas perguntas quanto ao braço que não é tao confortável quanto ao takamine.

        Mas como foi sua ultima música, Tocando em frente! Espero que as coisas se ajustem aí para você!

        Sucesso!

        Abraços!

  6. Olá,

    Meu sonho é ter um Fender ou um Taylor, mas enquanto o dinheiro não vem, comprei um Vogga VCK370…um grande achado, pois tem um som bom e tem ação razoável pra um modelo de 600 reais. Esse seu violão com certeza é um achado!

  7. Opa, tudo bem?
    Estou querendo comprar esse violão ainda essa semana, o preço hoje tá bem mais salgado (por volta de 2300-2500 dilmas). A minha intenção é pegar o mahoganny, que é basicamente o mesmo violão porém com aquela cor mais escura de madeira, que acho bem bonita. A minha dúvida é se vale a pena investir um pouco mais (uns 3000) e pegar o CD100E, que é tampo sólido. Vc acha que vale a pena?

    • Olá, camarada.

      Desculpa a demora na resposta, aliás, desculpas gerais pra outros camaradas que escreveram e eu não consegui responder. To de motorista de turista na loucura olímpica, rsrs.

      Mas então. Depois da subida do dólar (ou melhor, da queda do real), acho que até dá pra dizer que por 2300 ele não tá tããão caro não. Quando eu comprei o dolar estava entre R$2,00 e R$2,50… Mas você quer saber se vale a pena o de tampo maciço. Tem como você botar a mão nos dois, tirar um som?

      A minha opinião sobre esse lance de sólido X laminado é meio contramão do que dizem os “especialistas”. Esses caras dizem que tampo sólido é simplesmente “sempre melhor”, que te dá “as nuances reais” de cada madeira, etc. Claro que isso deve valer como regra geral, mas falando como músico prático, eu preciso é de um BOM TIMBRE independente se ele vem de um tampo sólido ou laminado. Um bom laminado pode entregar isso numa boa; até porque o timbre do violão é bem mais do que o CORPO: Ele é CORPO + BRAÇO + ESCALA (que é de madeira DIFERENTE do braço) + CAVALETE (pára e pensa um segundo na importãncia SÓ DESSA parte, que é a responsável principal por transferir com clareza a vibração das cordas pra caixa de ressonância que é o corpo) + RASTILHOS (do braço e do cavalete, podem ser de osso ou até de plástico, e são quem faz a transferência do som praquele cavalete que eu acabei de dizer)…

      Saca? São coisas demais. Pra citar um exemplo (que eu acho que mencionei aqui), o meu violão de nylon é um Yamaha CG-130A, de 1995. Tampo laminado de spruce e made in Taiwan. Custou U$400 na época do dólar a R$1,00. Já toquei em Takamine Hirade chique, e ele soa melhor — mais alto, mais claro, mais profundo. No fim do ano passado, num churrasco de amigos músicos, toquei num Taylor 314 de nylon. Acredito que sendo um Taylor, certamente era de tampo maciço. De coração aberto, pra mim foi o único até hoje que entregou a mesma presença sonora que o meu Yamaha; empata no volume e o Taylor ganha na regulagem, era mais macio. E pode ser questão de gosto, mas pra mim o Yamaha ainda ganha no timbre, mais doce e menos nasal. Sou suspeito, mas na minha opinião o meu velho e manchado violão de tampo laminado de U$400 seria um custo-benefício melhor do que o estelar Taylor de U$2000 e poucos.

      Putz, olha o quanto que eu escrevi… Desculpa, to muito carente de postar aqui. Mas isso tudo é pra te responder isso: irmão, TESTE ambos se puder, mais de um de cada modelo se puder. E pegue o que te agradar mais no conjunto “conforto + timbre acústico + timbre elétrico + volume acústico”. E tenha em mente que a questão do tampo é ainda MENOS importante se o objetivo principal é usar ele como um violão ELÉTRICO, porque o sistema de captação de rastilho tem muito mais a ver com o som das cordas em si do que com o corpo (pense nas populares “silent guitar” da própria Yamaha, por exemplo).

      Camarada… depois de escrever isso tudo, fui pesquisar sobre o Fender CD100CE só pra confirmar o tipo de captação dele… Aí descobri que as especificações do site da Fender dizem que ele também é de tampo laminado como o CD60CE, rsrsrs… Vou postar o comentário todo como informação pra quem tiver paciência de ler, mas repito o conselho: independente do tampo, se você tiver a grana pra ambos, teste ambos… Eu recomendo bastante o CD60 por experiência própria, mas nunca testei o CD100…

      Forte abraço!

  8. Boa tarde. Parabéns pelo post.
    Comprei um fender igual.
    Testei alguns de outras marcas incluindo um Yamaha que gostei, mas o som encorpado do fender e o poderoso captador me chamaram atenção mesmo.
    Destaca o instrumento em banda ou suavisa se for apresentação solo.
    Porém, não tive sorte com o instrumento que trasteja de toda forma da 4 a 6 corda, o lutier da loja já regulou o que pode e não conseguiu resolver a bronca.

    Quem entende o que é tocar com o instrumento trastejando o mizão direto, ainda que suave, sabe o transtorno que é.
    Assim, tentei contato com a Fender que não tem telefone SAC ou contato . Tudo tem que ser na loja que você adquiriu.

    Investimento de R$ 1.700,00 Perdido pelo “pé ” como dizemos aqui em Natal quando se perde tudo o que pagou.
    Fora isso o instrumento é tudo que falou mesmo.

    • Caraca, meu amigo. Peraí que sua história não pode acabar assim não, você não pode perder ele pelo pé como você falou.

      Primeiro tenta a solução prática se ela for possível: você falou em loja. Se ele foi comprado zero km e em loja, faça valer o seu direito de consumidor! Troca ele por outro igual ou de outra marca, ou pega o dinheiro de volta. Isso no código de defesa do consumidor se chama vício oculto e você tem base pra acionar a loja e reaver a grana mesmo q tenha passado um pouco do período de devolução (que também é direito seu e é 7 dias da compra pela lei)!

      Se ele é usado ou simplesmente não dá pra fazer isso, não desiste dele ainda. Não sei aí em Natal, mas aqui “Luthier de loja” pode ser só um cara q lixa traste e torce o tensor do braço pra qualquer lado sem entender nem um décimo do instrumento quanto um Luthier de verdade. Leva em outro cara, alguém q realmente possa te dizer exatamente QUAL o problema ao invés de só “tentar o q pôde”. Se esse violão passou por uma “regulagem” os rastilhos devem ter sido lixados pra abaixar a altura das cordas e deixar o violão mais macio – só isso pode causar o trastejamento se não for feito com cuidado. Pode ser só o rastilho do braço que pode estar torto, mal lixado ou até invertido, pode ser o rastilho inteiro torto ou podem ser só os veios onde passam as cordas, se estiverem fundos demais. Isso tudo se corrige com um novo rastilho de osso (que por aqui não custa nem 20 Dilmas) e o trabalho de um Luthier bom.

      O pior caso é SÓ se o braço estiver mesmo EMPENADO. Não empenado como um arco (porque aí é sinal de regulagem mal feita e geralmente se corrige se não for extrema), mas empenado como torcido. Não dá pra descartar a possibilidade porque já li reviews de gente que teve esse problema com violões fender há tempos atrás. Mas isso é RARO, não assume que esse é o seu caso não.

      Camarada, boa sorte. Não desiste dele não. Se precisar mande mensagem, e se resolver apareça pra contar como foi. Forte abraço!

  9. Texo muito bom. Eu adquiri um CD-CE 60 e ele é “pau pra toda obra”. Aqui no Rio Grande do Sul enfrentamos variações de temperatura importantes. Eu, por exemplo, me apresento em eventos para motociclistas (e também em pubs e demais casas noturnas) e o Fender esta dando conta do recado muito bem. Minha unica observação: depois de um ano, ele apresentou um pequeno “ronco”. Levei ela na especializada e foi consertado. SOmente isto. De resto, é um excelente violão para quem não tem grana para comprar uma daquelas joias. Estou supersatisfeito!

  10. Nota Dez o teu site! Também tenho esse Fender, o meu é Mahogany. Plugado ele é top e acústico não desaponta. Só não consigo resolver a diferença na captação do mizinho que é drasticamente apagada em relação as demais.
    Parabéns pelo conteúdo, não pare.

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