Trastejando

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior.

Review: Yamaha CPX500 II

Escrito em 21/10/2013 | 0 comentários

Aqui eu começo a narrar a minha saga em busca de um novo violão de cordas de aço. Não tá entendendo o por quê? Veja aqui.

Eu achei que ia ficar simplesmente bem só com minhas guitarras por algum tempo. Mas meu sossego não durou nem uma semana. Bateu saudade, arrependimento e aqueles sentimentos de dor de cotovelo de quando a gente termina com uma namorada. E bateu forte a necessidade (que eu já sabia que viria, mas tava negando pra mim) de ter um violão, não uma guitarra ou outra coisa parecida. Porque quando eu me sento na varanda pra relaxar, lembrar da vida que ficou pra trás e treinar, eu faço isso com um violão. E então eu decidi sair em busca de um novo que atendesse às minhas expectativas.

Na minha busca encontrei vários candidatos ao cargo de “meu violão” e vou postar as impressões que tive dos modelos que de algum modo me chamaram a atenção. Estou usando critérios de classificação pra deixar as coisas organizadas. Em primeiro lugar, tudo fica numa escala de 1 a 5, onde 1 é “ruim“, 2 é “deixa a desejar” 3 é “ok“, 4 é “legal” e 5 é “fantástico“. Tentei ser o mais analítico e geral possível, mas eu uso termos diferentes de reviews especializadas — eu não sou um “reviewer especializado”, mas hoje acho que sei o que procurar num violão pra mim. Então segue uma descrição resumida de cada critério:

  • Action: numa review de profissionais, “action” significa especificamente a distância entre o braço do violão e as cordas. Mas aqui eu incluo a “tocabilidade” geral do instrumento, como largura do braço e/ou do corpo e outras coisas mesmo q subjetivamente me refereciem ao conforto para tocar no mesmo. E também comento sobre detalhes como acabamentos, cores e coisas do tipo (apesar disso ser puramente estético, eu tenho as minhas preferências… Mas juro que isso não conta pontos na avaliação, hehe)
  • Timbre Acústico: Eu separo minha avaliação da acústica do violão em duas partes e essa é a primeira: aqui eu avalio a personalidade sonora dele — quais são as caractéristicas do registro de graves, médios e agudos, se ele soa “aberto”, “anasalado, “abafado” ou vários outros modos de descrever. Essa é uma parte meio subjetiva demais e fica tudo em metáforas…
  • Volume Acústico: Essa é a segunda parte e está separada porque eu dou muito valor a isso. Sou um violeiro, antes de ser músico. Uma parte importante de qualquer instrumento acústico, na minha visão de violeiro, é a capacidade que ele tem de projetar acusticamente seu próprio som — ou seja, o quão alto e definidamente ele pode soar sem amplificação elétrica.
  • Captação: E aqui é o oposto do anterior — aqui eu analiso a qualidade de reprodução dos sistemas de captação elétrica dos instrumentos.
  • Preço: Eu sou um durango. Como a grande maioria dos músicos e aspirantes a músico desse país. E por isso acho fundamental levar em consideração a questão do custo/benefício. Claro que é um conceito por vezes completamente pessoal. Mas eu me sinto na obrigação de deixar a minha impressão — porque eu sou de opinião de que um BOM instrumento num preço ÓTIMO pode valer mais do que um ÓTIMO instrumento num preço somente BOM.

E agora segue a review aí!

Yamaha CPX500 II

Yamaha CPX500Testado na Sax de Ouro, na Rua da Carioca. Preço: R$1090,00

Action: 4/5

Achei bom. Braço encerado em contraste com acabamento lustroso do corpo — ótima sacada da Yamaha, dá agilidade pra tocar. Altura das cordas “ok”, pressão macia; imagino que pode ficar ótima depois de uma passada no Eric.

Timbre Acústico: 3/5

“Ok”. Testei um violão zerado com cordas novas. Baixos presentes, mas sem profundidade. Idem para os agudos. Médios comportados. Um violão equilibrado na minha opinião.

Volume Acústico: 3/5

Mais um “ok”. Podia projetar mais, mas está bom para um instrumento acústico. E para um acústico-elétrico está ótimo.

Captação: 3/5

Ao invés de “ok”, eu diria “bom, com ressalva”. Curti o som; captador equilibrado e tal. Pré-amp completinho e com afinador embutido. Mas a captação ativa usa pilhas AA ao invés de baterias, e isso pode ser chato.

Preço: R$1090,00 a R$1200,00 – 3/5

Pra definir numa palavra, tá “justo”. Acho que ele vale o preço, mas não é nenhuma “pechincha”. O preço me faz querer dar uma volta pra ver se não encontro uma “barganha” — uma outra opção mais ou menos nesse nível por um preço inferior. Aliás, tem um Cort L100F lá na Cheiro de Música que ainda não testei; pode ser ele…

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