Trastejando

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior.

Review: Takamine EG320C

Escrito em 23/11/2013 | 1 comentário

To demorando pra postar. Tem muita coisa acontecendo na minha vida nesse momento — muitas emoções no trabalho, muita música na cuca e pra completar um curso técnico aos sábados pra finalmente dar aquela guinada na minha vida. O tempo tá cada vez mais apertado pra sentar no computador e escrever… Mas vamo lá, que eu to de férias, hoje dá tempo!

Então. Depois da decepção (post anterior, você leu?) com o que seria o “violão dos sonhos” pra um violeiro-cowboy-durango que nem eu, fiquei meio desnorteado. Aí uns dias depois, de teimoso que sou, eu voltei na mesma loja pra tentar encontrar uma outra opção válida. Dessa vez o vendedor não teve tanta boa vontade de trazer outro Epiphone jumbo pra eu testar, mas depois de conversar bastante eu o convenci das minhas reais intenções de compra. E ele me sugeriu esse aqui:

Takamine EG320C

Takamine EG320C

SonicSom, Rua da Carioca. Preço: R$1100,00

Jon Bon Jovi com seu Takamine signature model

Jon Bon Jovi com seu Takamine signature model

Os anos 70 tem muita coisa legal quando o assunto passa por qualquer área de música. Uma curiosidade interessante, por exemplo, é o nascimento e consolidação das fabricantes japonesas de instrumentos. Enquanto nos Estados Unidos as gigantes Gibson, Fender e outras tantas tropeçavam nos próprios cadarços cobrando cada vez mais caro e geralmente entregando instrumentos com qualidade cada vez menor, nomes como Ibanez, Yamaha e Takamine começam a invadir o mundo ocidental oferecendo violões e guitarras bons para todo tipo de músico, do aprendiz ao profissa, geralmente com um ótimo custo/benefício. Das marcas que eu citei, a Takamine se tornou conhecida pela alta qualidade dos instrumentos, e é cultuada até hoje como uma das grandes marcas de violão do mundo. Entre os artistas que usam violões Takamine estão Bon Jovi, Bruno Mars, Bruce Springsteen e acho que quase todos os sertanejos brasileiros — a Takamine era a marca “da moda” durante os anos 80 e 90, quando Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano e outros amigos provocaram a “explosão sertaneja” no Brasil. Pessoalmente ainda não tinha provado nenhum Takamine tão impressionante quanto a fama dele diz; mas a sensação que tive em todos os que já mexi é que eram bons instrumentos, consistentes e funcionais. Mas deixa eu falar desse, especificamente:

Action: 3/5

O braço é bom, um pouco fino mas tá ótimo pra esse tipo de violão. A altura das cordas de fábrica tá bem boa. Apesar do corpo ser “glossy”, o acabamento do braço é encerado como aquele Yamaha. Parece que todas as marcas descobriram que isso faz diferença. Mas o que depõe bastante contra (pra mim) é o corpo dreadnought, que é desconfortável, quadradão… se fosse um jumbo talvez eu desse um 4/5. Mas é questão de gosto, pra quem curte “folk” é um prato cheio.

Timbre Acústico: 4/5

Takamine-EG320CGostei no geral. Testei um zerado e com cordas novas. Nunca achei que fosse dizer isso de um violão, mas senti falta de médios. O timbre é brilhante entretanto — rumbling lows, sparkling highs. Mas falta um calor ali no meio das freqüências, achei meio “metálico”. Isso me incomoda menos do que se fosse o contrário, então mantive como um bom resultado.

Volume Acústico: 5/5

Com menos corpo que um jumbo e ainda um cutaway pra quebrar a própria acústica, eu peguei esse violão esperando uma projeção mediocre (como já vi em um Takamine mini-jumbo que testei antes). Mas tive uma feliz surpresa; ele fala bem alto.

Captação: 3/5

viola-pound-o-takamine-eg-320cNada demais a declarar. Padrão, ativa, de rastilho, com todas as bandas necessárias. Modelável o suficiente, não deixa muito a desejar… não é perfeita mas não irrita.

Preço: R$1100,00 a R$1800,00 5/5

Sabe aquela “barganha” que eu tava procurando? Pois é, tá aqui. Pelo valor da SonicSom ele tá imbatível — por esse preço ele é lucro até se eu desistir depois e revendê-lo; e esse é mais um bom indicador do custo/benefício, saber que pela marca e pelo preço eu posso recolocá-lo à venda sem perder dinheiro. Ele tá me fazendo repensar se vale a pena continuar caçando um jumbo ou auditorium. Ainda tenho umas outras opções pra verificar, no entanto… Mas esse violão tá salvo na minha lista dos “possíveis”. Vamos para a próxima loja…

 

1 Comentário

  1. Isso é ima epopeia … acho que desconfio do final …

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: