Trastejando

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior.

Review: Takamine EG220C

Escrito em 16/12/2013 | 4 comentários

De volta ao velho assunto do meu futuro violão… Continua a minha busca por um novo parceiro de varanda. Até agora vi bons e bonitos candidatos, mas nenhum me convenceu plenamente. Me sinto como aquele diretor das peças de teatro fazendo audições, procurando o ator perfeito pra um papel difícil.

Em agradecimento à paciência do vendedor da última vez, resolvi voltar à mesma loja de antes e procurar mais uma outra opção. Ele não fez cara de feliz quando me viu. Isso é um problema comum no ramo de venda de instrumentos: profissional que não sabe bem o que está fazendo. O cara ao invés de sorrir porque você voltou seja pelo motivo que for (no meu caso, é porque estou realmente dando uma segunda chance a ele de ganhar uma comissão se eu achar o violão certo), ele faz aquela cara de cansado… Você pede pra ele trazer dois violões do mesmo modelo do estoque e ele fica contrariado como se estivesse emprestando dois brinquedos iguais ao invés de ficar contente porque aumentaram as chances dele vender o melhor dos dois.

"Moço, dá pra pegar aquele ali em cima?"

“Moço, dá pra pegar aquele ali em cima?”

Aí você pede pra testar aquele violão jumbo bonito láááá do alto do mostruário e ele faz aquela cara de “sério?” — eu achei que ele tava lá em cima porque deve ter outro igual no estoque, ué. E se não tem, e não pode pegar, então pra quê ele está ali? Aí a mãe do vendedor defende ele: “poxa, mas aquele lá em cima deixa pra pegar só se você for comprar…”  E eu respondo: madame, a senhora compra calcinha sem olhar se a costura está desfazendo, se ela tá torta, se tem algum furo, ou no mínimo se ela é do tamanho certo pra senhora? Pois é… E olha que uma calcinha só custa uns R$20,00. Um violão tem um pouco mais de detalhes a verificar do que isso, e aquele lá custa R$1000,00…

Enfim, desisti do jumbo do alto da loja — temporariamente ao menos; se aquele for o violão certo, não será esse vendedor que vai ganhar comissão — e perguntei se teria um outro Takamine na mesma faixa do anterior, com um corpo diferente. E ele me trouxe este:

Takamine EG-220C

Takamine EG220C

SonicSom, Rua da Carioca. R$1250,00

Action: 4/5

Mesmo braço do EG320 que eu havia testado. Tudo basicamente igual — aliás, se você ainda não fez isso, dê uma olhada na minha review anterior; pra esse violão  eu to fazendo uma comparação direta com aquele. Testei um levemente trastejante no sol. Mas corri o braço de cima a baixo e curti. E com o corpo estilo mini-auditorium (pense em “mini-Taylor”), é muito mais confortável pra mim.

Timbre Acústico: 4/5

Takamine EG-220CBasicamente igual ao anterior, mas com um pouco mais de equilíbrio — uma pitada a mais de mid, um tiquinho a menos de high e low ends… Um pouco flat? Talvez. Mas nessa faixa de preço acho que está bom.

Volume Acústico: 4/5

Projeta menos que o primo 320, infelizmente… mas fala bem, não é desmerecimento.

Captação: 4/5

Talvez porque dessa vez eu testei ele com mais animação, dessa vez curti mais o sistema. Modelável, ativo, respondeu bem.

Preço: R$1250,00 a R$1500,00 – 4/5

Pois é, to chegando perto… Alguma coisa nesse violão ainda não me convenceu, mas eu não sei bem o que foi. Talvez o fato de que tá bom demais pra ser verdade, parece ter alguma pegadinha nele… A princípio o preço tá legal, o violão é confortável e satisfaz acusticamente. Talvez o que falte a ele seja o look (eu queria um burst) ou ele exceder acusticamente ao invés de satisfazer. Mas se eu não achar nenhum com tudo o que eu quero nessa faixa de preço, esse até agora parece o mais próximo. Será que eu achei o meu novo violão?

4 Comentários

  1. Nossa, eu, “para variar”, morrendo de rir aqui com seus textos, amigo! A cara do vendedor me daria dó se não fosse esse o trabalho dele (risos). Enfim, ossos do ofício, se ele não entender isso logo, vai sofrer muito com você e com a torcida do Flamengo inteira se a loja dele for boa, pois bons instrumentos devem atrair bons músicos, e bons músicos não compram instrumentos na empolgação da primeira vista, né…
    A propósito, a calcinha por 10 reais a gente até leva, dependendo do modelo. Já o viol/ao, sem a menor chance!!! rsrsrsrsrs
    A propósito novamente, eu por aqui estou muito sensível. Vamos ter um bebê. 🙂 Se você quiser aproveitar os ensejo e nos presentear com boas canções para ninar nenê, eu vou gostar bastante. Hahahahaha! Rock na veia agora só baixinho, queremos uma criança comportada, nada de rebeldias. rsrsrsrsrsrs Beijos!

    • Ô Carol, saudade!… Uai, vc tá grávida??? Como que ninguém tava sabendo disso, gente? To me sentindo o próprio marido traído, rsrsrsrs… E como assim, não pode rock? Ó, recomendo começar a educar o pimpolho desde cedo; outro dia vi vendendo um CD chamado “Beatles para Bebês” na Saraiva…

      Beijo!

      • Hahahaha! Que exagero, marido traído! É que estamos bem no comecinho ainda, então quase ninguém sabe mesmo. Além disso, não tenho o e-mail de Vossa Senhoria, como posso contar???? Só por aqui mesmo, nestas oportunidades, hehehehe!
        Quanto ao rock, entenda, amigo, não é nada contra, muito pelo contrário. Acontece que tudo tem sua hora, e agora é hora de músicas calmas, por favor! Eu sozinha já sou muito agitadinha. Preciso de um bebê sossegado dentro da minha pessoa por enquanto rsrsrsrsrs.
        Beijos!

      • Aaaahhhh, nós andamos ouvindo um cd orquestrado dos Beatles outro dia, tudo de bom mesmo! Rock assim eu tô querendo. 😀 Valeu pela dica!

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