Trastejando

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior.

O Site

Trastejar, v. int. Proceder como traste; negociar trastes; (inf., mús.) ruído característico causado pelas cordas de um instrumento musical mal regulado ou tocado com pouca prática ou imperícia.

Está explicado? Não espere demais desse site. Você não verá aqui dissertações técnicas sobre madeiras ou escalas ou estilos musicais. Quem escreve de cá é só mais um violeiro aspirante – um aspirante com 20 anos de aspiração. Aqui é onde resolvi dividir o bocadinho de experiência que tenho como “violeiro”. Não como músico, veja bem. Eu chamo de músico aquele cara que leva a música com método e como ofício — partituras, técnica, teoria, estudos, talvez até dinheiro, e essas coisas. Um músico violonista não é um violeiro necessariamente, e a recíproca é verdadeira.

Já o “violeiro” é aquele camarada que está sempre com o violão no meio da rodinha de amigos. Ele pode ser um mestre do instrumento ou nem tanto, ele pode carregar uma resma de cifras ou tocar tudo de cabeça, ele pode cantar tanto quanto o Elvis ou tanto quanto o Bob Dylan. Mas o que ele tem em comum com esses caras é que ele tem tanto gosto pela música quanto eles. O violeiro é o cara que leva a música como essência – tem gente que chama de hobby, tem gente que chama de estilo de vida. Mas na verdade, para o violeiro, música é a “liga da vida”, o elemento que permeia todas as outras coisas. É como o queijo do seu cheeseburguer: sem a carne ou o pão, não tem sanduíche; mas sem o queijo, não tem graça.

E por isso, você também não vai encontrar aqui “verdades absolutas”; aqui você só vai achar a minha opinião — e as minhas opiniões são baseadas principalmente no que eu vivi e experimentei. Claro que eu faço muita pesquisa, isso também vai aparecer; sempre que eu tiver uma fonte que não a minha memória e minhas impressões, ela vai estar registrada. Mas acima de tudo eu sou um prático muito mais do que um estudioso… Então perdoe qualquer imprecisão ou burrice técnica.