Trastejando

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior.

Música: Tudo outra vez

Escrito em 23/05/2013 | 0 comentários

Pois é. Tentei dar uma modernizada no site, deixar tudo mais bonito, colocar player de MP3 embutido…. A estrutura bagunçou toda… E as opções são voltar ao formato antigo ou ficar com esse, com os defeitos e qualidades de cada um… E então to deixando assim mesmo. Para informação: os arquivos de aúdio que eu postar vão aparecer pra download na parte de gravações do Meu Baú, ok? Mas deixa eu ir ao assunto deste post.

FPSO P-47, a segunda plataforma onde eu embarquei.

Essa foi uma das gravações que eu fiz em 2005. Na época eu estava trabalhando embarcado na plataforma de petróleo P-47, preso no meio do mar durante 15 dias sem fim de semana nem feriado de folga. Claro, em compensação eu também tinha 15 dias de folga. Com o tempo eu percebi que esses 15 dias de folga duram muito menos do que os 15 de embarque. Foram tempos interessantes. Até o Lula eu vi de perto lá. Juro.

É engraçado. Eu acho que herdei do meu pai o gosto pelo Belchior. O cara é um tanto cafona, a voz é peculiar pra dizer o mínimo. Mas em geral eu curto muito as músicas e as letras. Não sei bem o que elas têm, talvez seja só o gosto de infância que elas me passam — eu ainda lembro entre a coleção de fitas gravadas do papai, tinha uma cassete Basf laranja e preta, que começava com Coração Selvagem. Belchior me soa sincero acima de tudo, talvez seja isso que me atrai até hoje nas músicas.

Olha eu de macacão laranja trabalhando embarcado...

Olha eu de macacão laranja trabalhando embarcado, em 2005…

Mas por acaso, desta música eu nunca ouvi o arranjo original. A única referência que eu tenho dela é a lembrança de um amigo de violão, que a ela me apresentou lá na P-47. Lá fiz alguns amigos, e depois das 11 horas diárias de expediente, não sobrava muita coisa pra fazer lá além de bater papo (sem opção de cerveja) e cantarmos juntos. Os bons camaradas ficavam junto comigo até tarde, dividindo músicas e histórias. Foi o Joaquim, que também era um bom violeiro, que me trouxe essa música. Para o momento de saudade que era estar lá em cima, era perfeito. E aí um tempo depois que a obra lá acabou, e perdemos o contato, um belo dia eu me lembrei dele e resolvi gravar… Acho que ele nunca ouviu esta gravação; tomara que um dia a gente se encontre de novo, e façamos ela ao vivo mais uma vez.

Meu equipamento da época:

  • Um já velho e ultrapassado programa Vegas Sound Studio;
  • Um velho Pentium 3 1GHz, com uma placa Soundblaster 16bits genérica;
  • Um microfone Shure sm57;
  • Uma mesinha de som Staner de 4 canais;
  • Um violão de cordas de aço Ovation Applause AE-28, que eu chamo de “Ameixa”.

E abaixo segue a música.

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