Trastejando

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior.

Minha primeira gravação multitracking – Kiss From a Rose

Escrito em 25/04/2013 | 3 comentários

Jack 4 ShureAté o começo da minha vida pós-adolescência, eu vivia quase diariamente cercado de amigos violeiros e tocava acompanhado com muita freqüência. Mas depois que meu filho nasceu minha vida começou a girar cada vez mais em torno da minha casa e da minha família. Eu passei a tocar muito mais sozinho do que antes.

Então eu comecei o meu “home studio“, do jeito que qualquer moleque começaria: arrumei um programa de gravação — um hoje extinto “Vegas Sound Studio” — e instalei diretamente no meu velho Pentium 3 com minha velha SoundBlaster 16bits genérica. ProTools? Placa profissa de 10 canais? Isolamento acústico? Fala sério, na minha cabeça isso era frescura de engenheiro de som, rsrsrsrsrs….

Aí, brincando de estúdio, eu aprendi um monte de coisas e descobri umas outras tantas. Mudei uns pontos de vista (como a questão das frescuras de gravação… explico melhor em outros posts, isso é só um começo…), outros eu mantive…

Uma coisa que descobri foi a minha voz de verdade. Ela é completamente diferente de como a gente a escuta quando fala. No meu caso, diferente pra pior — eu pensava que tinha a voz do Paul McCartney; descobri que tá muito mais pra Bob Dylan. Também descobri que era muito mais desafinado do que eu imaginava. Maior decepção. Mas me ajudou a treinar meu ouvido e dosar a minha voz. Enxergar os próprios erros é sempre uma sorte danada.

Mas o que me enlouqueceu foi o multitracking — a gravação multi-pista. Foi quando eu descobri que não estava mais limitado ao formato de “1 violão + 1 voz”. Ali eu podia ser quantos eu quisesse ser, era só conseguir imaginar e executar. Rapidinho eu pensei numa coisa grandiosa pra gravar. Executar demorou. Mas até gostei do resultado; pro equipamento e pra minha experiência, tá legal. Eu me perdôo, rsrsrsrsr…

Segue a minha primeira aventura completa nesse mundo de gravação. Tenham compaixão — é uma gravação caseira de uns 10 anos atrás.

Meu equipamento da época:

  • O programa Vegas Sound Station
  • Um Pentium 3 1GHz com uma placa SoundBlaster 16bits “genérica”
  • Mesinha de som Staner de 4 canais
  • Um microfone Shure SM57
  • O Jack, meu violão clássico Yamaha CG-130A

 

3 Comentários

  1. “…Com todo o mundo podendo brilhar no cântico”

    Olá Pablo, sou Assis, amigo do Pedro Barcellos que me indicou seu site. De cara a frase do Caetano que você cita no título já me disse pra o que veio esse espaço. Você acertou em cheio. Adorei sua história contada no seu outro post “Esse cara sou eu”. E esse que acabo comentando é muito bom. Diferente de sua modéstia (diga de passagem, um bom sinal dos que são bons), sua música é muito bem feita. Eu não te perdoo, pois não vejo nenhum pecado ali, muito pelo contrário. Gostei muito de sua gravação da música do Seal. Se há dez anos era assim, imagino que hoje seja uma beleza.

    O Pedro falava muito de ti pra mim que trabalhei durante um bom tempo com ele e acompanhei ao mesmo tempo seu crescimento profissional e pessoal também, já que era quase um jovem adolescente, ainda cursando a sua faculdade. Gostávamos muito de falar de música e foi muito bom aquele tempo.

    Parabéns pelo espaço e pelo talento.

    Sucesso, no melhor sentido!

  2. Acho que a voz tá mais pra Paul McCartney que Bob Dylan! Gostei da gravação!

    • Opa!

      Obrigado! Eu tava disfarçando meu tom nasal, rsrsr… Mas brigadão mesmo, isso é um mega elogio pra mim.

      Abraço!

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